Armazenar energia elétrica?

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Um novo sistema de geração de energia elétrica começa a ganhar espaço no Sul de Minas. Ao contrário das tradicionais placas solares, as chamadas placas fotovoltaicas não só geram como também permitem a armazenagem da produção para os períodos sem iluminação do sol e a venda da energia excedente para as concessionárias. Há dois anos, um empresário de Andradas (MG) usufrui dessa tecnologia.
O empresário Danilo Maximiliano Marcon foi apresentado às placas fotovoltaicas por um amigo eletricista. Instaladas no telhado de sua casa, as placas captam a luz solar e a transferem para um gerador, que converte a energia em eletricidade. Segundo Danilo, 70% da energia utilizada pela família todo mês vem do novo sistema.
"Eu percebo que é um sistema superconfiável, que não dá trabalho, não gera barulho e não gera poluição", conta o empresário. "Durante o dia, eu gero mais energia do que consumo, então, eu mando para a Cemig (a concessionária que atende Andradas). À noite, eu pego essa energia de volta."
O investimento para a instalação do sistema é estimado em cerca de R$ 7 mil, mas, para a administradora de empresas de Poços de Caldas (MG) Cristina Monteiro Pereira, compensa. Ela acaba de instalar as placas e aguarda a chegada de um documento que regularize seu uso. "Na casa, toda a parte de tecnologia não chegou ao custo de 10% do valor total da construção. Vale a pena investir e ter a sua produção de energia elétrica", avalia.
Sistema faz moradores produzirem a própria energia em Andradas (Foto: Reprodução EPTV)Sistema faz moradores produzirem a própria energia em Andradas (Foto: Reprodução EPTV)
Para usar o sistema de placas fotovoltaicas é preciso obter uma autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo o órgão, 206 consumidores em todo o país têm homologado o uso da nova tecnologia.
Em Poços de Caldas, o DME, que é a concessionária local de fornecimento de eletricidade, já começou a testar as placas fotovoltaicas para divulgar entre os clientes. De acordo com a empresa, a energia excedente gerada pela produção caseira vira uma espécie de crédito que pode ser acessado em até 36 meses pelo consumidor.

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